CRÔNICAS DA DAFNE MARTINS - ESSÊNCIA
Enviado: 18/04/2016
Nosso profissionalismo enquanto GP não nos tira a humanidade enquanto mulher. E isso é uma grande problemática que pouco é reforçada nesse mercado sexual.
Digo, não que haja relação interpessoal direta ou que somos puramente nós quando atendemos.
É o nosso personagem que ali se põe mas, sem nossa Essencia, ele não existiria. Estamos de pé em um grande palco muito bem lustrado. O piso de madeira escorrega mas nossa encenação é única, estamos ali para comparecer desde o inicio hasta el grand finale. Por vezes, somos fantoches que fingem dominar as cordas que nos movimenta. Mas é esse nosso papel. Os aplausos, as vaias, a melancolia de um clímax inesquecivel.
Eu sinto o corpo, o corporal, o suor, a pele, o tênue entre o Eu e Ela. E Ela envolve-se de uma maneira diferente, doa-se como possivel para as cortinas não pegarem fogo e tudo arruinar.
Mas, queridos, o publico pode ser muito cruel. A vida e a morte são processos retilineos, nem sempre compreendidos por nós. Podemos agradecer ao lúdico pela sustância que se apresenta mas se olharmos mais de perto, dói. Homens magoados, frustrados, facas, estiletes, punhais em palavras buscando afetar o que você tem de melhor. O que você deu de melhor.
Essa é a primeira morte.
O enterro é feito de roupas, jarro dágua, flores e chocolates. Porteiro invisivel, mãos indelicadas, corpo sobre o seu: imobilidade. O abuso, as entranhas, a confusão passada em um minuto e você acaba de se descobrir com taquicardia. Depressa o coração bate, buscando fuga. A mente pensa, buscando fuga. A chave está em algum lugar, talvez no seu pedido ou somente na sua imaginação. A porta que você tenta abrir está trancada, inviolável.
Você morreu pela segunda vez.
Frigidez, ganância, meta. O mundo te ensinou que é possivel lutar e alcançar seus ideais, pisar nas outras meninas para que consiga ser melhor. Eu sinceramente juro que essa visão de competitividade feminina me enoja. Somos mulheres, apesar de tudo, apesar de não sermos enquanto estamos usando a outra parte de nós. Nós, sim, podemos nos ajudar. Quando você morre pela segunda vez descobre isso. O lodo e o lado negro mas que todas estão expostas a isso.
Humanizem. GPS são mulheres, são damas, prostitutas, usam outros nomes (ou não) mas continuam sendo mulheres. E a mulher, meus caros... é um licor que todos devem compreender a coloração e o modo de armazenamento para que não estrague e perca aquilo que a faz preciosa. A sua essencia.
Digo, não que haja relação interpessoal direta ou que somos puramente nós quando atendemos.
É o nosso personagem que ali se põe mas, sem nossa Essencia, ele não existiria. Estamos de pé em um grande palco muito bem lustrado. O piso de madeira escorrega mas nossa encenação é única, estamos ali para comparecer desde o inicio hasta el grand finale. Por vezes, somos fantoches que fingem dominar as cordas que nos movimenta. Mas é esse nosso papel. Os aplausos, as vaias, a melancolia de um clímax inesquecivel.
Eu sinto o corpo, o corporal, o suor, a pele, o tênue entre o Eu e Ela. E Ela envolve-se de uma maneira diferente, doa-se como possivel para as cortinas não pegarem fogo e tudo arruinar.
Mas, queridos, o publico pode ser muito cruel. A vida e a morte são processos retilineos, nem sempre compreendidos por nós. Podemos agradecer ao lúdico pela sustância que se apresenta mas se olharmos mais de perto, dói. Homens magoados, frustrados, facas, estiletes, punhais em palavras buscando afetar o que você tem de melhor. O que você deu de melhor.
Essa é a primeira morte.
O enterro é feito de roupas, jarro dágua, flores e chocolates. Porteiro invisivel, mãos indelicadas, corpo sobre o seu: imobilidade. O abuso, as entranhas, a confusão passada em um minuto e você acaba de se descobrir com taquicardia. Depressa o coração bate, buscando fuga. A mente pensa, buscando fuga. A chave está em algum lugar, talvez no seu pedido ou somente na sua imaginação. A porta que você tenta abrir está trancada, inviolável.
Você morreu pela segunda vez.
Frigidez, ganância, meta. O mundo te ensinou que é possivel lutar e alcançar seus ideais, pisar nas outras meninas para que consiga ser melhor. Eu sinceramente juro que essa visão de competitividade feminina me enoja. Somos mulheres, apesar de tudo, apesar de não sermos enquanto estamos usando a outra parte de nós. Nós, sim, podemos nos ajudar. Quando você morre pela segunda vez descobre isso. O lodo e o lado negro mas que todas estão expostas a isso.
Humanizem. GPS são mulheres, são damas, prostitutas, usam outros nomes (ou não) mas continuam sendo mulheres. E a mulher, meus caros... é um licor que todos devem compreender a coloração e o modo de armazenamento para que não estrague e perca aquilo que a faz preciosa. A sua essencia.
Concordo com NH, The Best !!! Por mais que vc desempenhe um papel, seja em que área for, ou em qual momento de sua vida, nossa essência vai estar sempre presente. Ela é o fio condutor de nossa existência. A lenha que queima e serve como força motriz para seguirmos enfrente. Vc é ESPETACULAR !
E sabe que meu carinho por vc (não só Dafne, mas tb como mulher que admiro) é puro, verdadeiro e gigantesco.