CRÔNICAS DE THAÍS - PARA ELE, SEM PROTOCOLOS
Enviado: 23/04/2017
O QUARTO PRÍNCIPE - (PARTE 1)
Jurei a mim mesma que jamais escreveria sobre esse encontro. Mas eu preciso falar.
Se eu fechar bem os olhos até hoje, ainda consigo ouvir Alessi Brothers tocando ao fundo, naquele corredor escuro do Palácio do Rei. Lembro-me do cheiro de limpeza dos quartos abertos, que remete a uma sensação agradável. O som ambiente se mistura ao som dos meus passos, firmes, indo em direção ao quarto Príncipe.
Toco a campainha. Rapidamente, o som da chave abrindo a porta domina todo o lugar.
Até as 18:59, daquela calorosa Quarta feira do dia 22 de Fevereiro, Thais não acreditava em algum tipo de sentimento à primeira vista. Às 19:00, no entanto, isso havia sido alterado com aquele sorriso largo e inocente. Na hora, meu coração começa a disparar. Só de lembrar daqueles olhos castanhos, o coração dispara de forma inimaginável.
Lembro de sentir quase o mesmo sentimento do meu primeiro beijo, aos 13 anos, no portão da escola. As pernas trêmulas, expressão estarrecida - que nada correspondem à postura de uma garota de programa.
Mas, a porta se abre. E meu destino muda.
Sou recebida por um rapaz que foge totalmente dos padrões de clientes que conhecemos.
Basicamente, ele é o que posso chamar de 'único'. Não me refiro ao quesito 'beleza', pois já tive oportunidade de encontrar homens maravilhosos nesse Fórum, mas... não sei dizer bem o que é. Talvez o jeito inocente, que é compreensível para um rapaz que estava perdendo a virgindade aos 27 anos. Havia contratado uma garota de programa para conseguir alcançar seu objetivo, visto que tinha dificuldade em se relacionar.
"eehh... Você... vai entrar?" - questiona o rapaz, meio tímido. Percebo que ainda estava na porta. Dou uma risada. Entro no quarto.
Informo a ele que vou tomar um banho, pois estava muito calor. Ele diz que tudo bem. "Você é muito bonita. Mesmo" - elogiou, enquanto ia para o quarto.
Começo a tirar a roupa no banheiro e reparo que ele me admira do quarto, sentado na cama, através da janela de vidro que separa os dois cômodos.
Ele não me olhava com aquele 'tesão'. O olhar dele expressava ansiedade, desejo, algo mais inocente. Eu não conseguia parar de olhar aqueles olhos, um minuto sequer.
Depois do banho, coloco o roupão e vou em direção a ele.
Começamos a falar sobre o dia, sobre trânsito, como estava quente aquela Quarta feira, etc (coisas que nunca queremos falar, mas que precisamos para 'quebrar o gelo'). Percebo que ele se levanta da cama e começa a se locomover pelo quarto com suas mãos nas costas, como se fosse um militar. A postura, sempre muito séria, não permitia ver o quão ansioso estava por aquele momento.
Ele questiona se estou com fome. Lembro-me de pedir um Bauru - que estava divino.
Enquanto eu como, mais conversa rola.
Eu não cansava de admirá-lo. A forma como ele fala, seus trejeitos, o movimento do cabelo, seu olhar... tudo estava composto em um único homem, e ele estava ali, na minha frente, me pagando por uma transa. Me senti a mulher mais sortuda do mundo.
Termino de comer e chamo ele para o quarto. Sento na cama. Ele senta ao meu lado, como se esperasse uma reação minha, um sinal de 'start'.
"E ai? Como começamos?" - pergunta aquele rapaz tímido, como se achasse que o sexo vinha com uma espécie de manual.
Para um menino criado no militarismo, era meio óbvio achar que tudo vinha com manual, com regras.
Olho pra ele, pedindo calma. O sexo não tem regras, apenas excessões.
Coloco minha mão sobre o seu rosto, olho no fundo dos seus olhos, e um beijo acontece. É como se eu esperasse esse beijo há 25 anos. Não consigo mais parar de beijá-lo.
Coloco ele na cama, e tento iniciar o protocolo da preliminar: o sexo oral.
Percebo que ele está nervoso demais. As mãos tremiam, estavam GELADAS. Decido parar, por hora, até que possamos nos acalmar. Eu percebo que também estava nervosa.
Voltamos ao beijo inicial. Era o beijo que eu esperava sempre.
Eu não podia desfocar, afinal sou profissional. Coloco um filme pornô e peço para ele se masturbar pra mim.
Enquanto ele se tocava, minha língua percorria toda a área. Passava pelas bolas, depois subia levemente. Não queria ter pressa com ele.
Percebi que ele ficava mais nervoso por conta da expectativa. Então, deito de frente pra ele e começo a me masturbar. Peço para ele ver.
O garoto estava na Disney. Ele me olhava como se eu fosse um copo d'agua no deserto. Não demorou muito para ele fosse me beber.
A magia de chupar uma mulher pela primeira vez é algo indescritível. Normalmente, é algo que você domina depois de um tempo. Ele dominou essa arte no primeiro toque.
A boca era quente e os lábios, macios. A língua suave derretia com o calor da minha buceta. Não me lembro de ter sentido algo semelhante, mas era a melhor sensação do mundo. Nunca experientei um oral tão tranquilo, e tão delicioso. Ele realmente estava me provando, me saboreando. Me deixei levar.
Puxava o cabeço dele, eu urrava de prazer.
O tesão já havia dominado aquele quarto. Não éramos mais cliente e GP, e sim dois animais transando. Duas pessoas trêmulas, da cabeça aos pés, desejando ardentemente o gozo do outro. Tudo acontecia em câmera lenta: o toque das linguas, das mãos, as carícias, o suor que escorria pelas costas.
Parecia que nossos corpos iriam se fundir, de tão grudados. Experiência unica, posso dizer.
Deitamos na cama, abraçados. Por alguns instantes, não existe mais relação profissional ali. Nos despimos de qualquer rótulo. Éramos homem e mulher, nus, na mesma cama, entre abraços e beijos, com uma imensa fome pelo corpo do outro.
Quando volto para o oral, ele goza na minha boca. Nunca havia provado um leite tão saboroso na vida. Ele me abraça muito forte, com seu corpo trêmulo e suado.
Ficamos abraçados por um bom tempo. Passo a mão pela sua nuca, sinto o resquício de perfume que ainda sobrara. Não queria mais sair daquele lugar, mas eu precisava.
Pedi para ele ver quanto tempo estávamos juntos. Ele me informa: "03 horas"
Nunca perdi a hora com cliente NENHUM. Informo que eu iria cobrar pelo tempo total, ele não se importa. O dinheiro, pra ele, não era problema.
Tomei meu banho. Aquele homem se despede de mim naquela mesma porta que há 03 horas atrás me recebia, com um sorriso meigo e gentil. Passo pelo mesmo corredor, sem entender ainda o que havia acontecido. Era muita coisa ao mesmo tempo.
Entro no táxi, e toda vez que fecho meus olhos, me lembro dos olhos dele, me penetrando, perfurando a minha mente. Sinto um enorme desconforto, mas consigo chegar em casa e dormir, depois de algumas horas batendo cabeça.
No dia seguinte, pego o celular. Havia uma mensagem de boa noite dele.
Respondo com um bom dia e a quebra do primeiro protocolo de uma garota de programa: chamo ele para um encontro.
"Thais, ele não vai aceitar sair com você, cara... para de besteira!" - Eu penso comigo mesma. O pensamento é rompido com a seguinte mensagem: "Eu adoraria. Onde podemos nos ver?"
A partir daí, eu tive a certeza de que iria me perder.
E não iria querer mais voltar.
(... CONTINUA)
Jurei a mim mesma que jamais escreveria sobre esse encontro. Mas eu preciso falar.
Se eu fechar bem os olhos até hoje, ainda consigo ouvir Alessi Brothers tocando ao fundo, naquele corredor escuro do Palácio do Rei. Lembro-me do cheiro de limpeza dos quartos abertos, que remete a uma sensação agradável. O som ambiente se mistura ao som dos meus passos, firmes, indo em direção ao quarto Príncipe.
Toco a campainha. Rapidamente, o som da chave abrindo a porta domina todo o lugar.
Até as 18:59, daquela calorosa Quarta feira do dia 22 de Fevereiro, Thais não acreditava em algum tipo de sentimento à primeira vista. Às 19:00, no entanto, isso havia sido alterado com aquele sorriso largo e inocente. Na hora, meu coração começa a disparar. Só de lembrar daqueles olhos castanhos, o coração dispara de forma inimaginável.
Lembro de sentir quase o mesmo sentimento do meu primeiro beijo, aos 13 anos, no portão da escola. As pernas trêmulas, expressão estarrecida - que nada correspondem à postura de uma garota de programa.
Mas, a porta se abre. E meu destino muda.
Sou recebida por um rapaz que foge totalmente dos padrões de clientes que conhecemos.
Basicamente, ele é o que posso chamar de 'único'. Não me refiro ao quesito 'beleza', pois já tive oportunidade de encontrar homens maravilhosos nesse Fórum, mas... não sei dizer bem o que é. Talvez o jeito inocente, que é compreensível para um rapaz que estava perdendo a virgindade aos 27 anos. Havia contratado uma garota de programa para conseguir alcançar seu objetivo, visto que tinha dificuldade em se relacionar.
"eehh... Você... vai entrar?" - questiona o rapaz, meio tímido. Percebo que ainda estava na porta. Dou uma risada. Entro no quarto.
Informo a ele que vou tomar um banho, pois estava muito calor. Ele diz que tudo bem. "Você é muito bonita. Mesmo" - elogiou, enquanto ia para o quarto.
Começo a tirar a roupa no banheiro e reparo que ele me admira do quarto, sentado na cama, através da janela de vidro que separa os dois cômodos.
Ele não me olhava com aquele 'tesão'. O olhar dele expressava ansiedade, desejo, algo mais inocente. Eu não conseguia parar de olhar aqueles olhos, um minuto sequer.
Depois do banho, coloco o roupão e vou em direção a ele.
Começamos a falar sobre o dia, sobre trânsito, como estava quente aquela Quarta feira, etc (coisas que nunca queremos falar, mas que precisamos para 'quebrar o gelo'). Percebo que ele se levanta da cama e começa a se locomover pelo quarto com suas mãos nas costas, como se fosse um militar. A postura, sempre muito séria, não permitia ver o quão ansioso estava por aquele momento.
Ele questiona se estou com fome. Lembro-me de pedir um Bauru - que estava divino.
Enquanto eu como, mais conversa rola.
Eu não cansava de admirá-lo. A forma como ele fala, seus trejeitos, o movimento do cabelo, seu olhar... tudo estava composto em um único homem, e ele estava ali, na minha frente, me pagando por uma transa. Me senti a mulher mais sortuda do mundo.
Termino de comer e chamo ele para o quarto. Sento na cama. Ele senta ao meu lado, como se esperasse uma reação minha, um sinal de 'start'.
"E ai? Como começamos?" - pergunta aquele rapaz tímido, como se achasse que o sexo vinha com uma espécie de manual.
Para um menino criado no militarismo, era meio óbvio achar que tudo vinha com manual, com regras.
Olho pra ele, pedindo calma. O sexo não tem regras, apenas excessões.
Coloco minha mão sobre o seu rosto, olho no fundo dos seus olhos, e um beijo acontece. É como se eu esperasse esse beijo há 25 anos. Não consigo mais parar de beijá-lo.
Coloco ele na cama, e tento iniciar o protocolo da preliminar: o sexo oral.
Percebo que ele está nervoso demais. As mãos tremiam, estavam GELADAS. Decido parar, por hora, até que possamos nos acalmar. Eu percebo que também estava nervosa.
Voltamos ao beijo inicial. Era o beijo que eu esperava sempre.
Eu não podia desfocar, afinal sou profissional. Coloco um filme pornô e peço para ele se masturbar pra mim.
Enquanto ele se tocava, minha língua percorria toda a área. Passava pelas bolas, depois subia levemente. Não queria ter pressa com ele.
Percebi que ele ficava mais nervoso por conta da expectativa. Então, deito de frente pra ele e começo a me masturbar. Peço para ele ver.
O garoto estava na Disney. Ele me olhava como se eu fosse um copo d'agua no deserto. Não demorou muito para ele fosse me beber.
A magia de chupar uma mulher pela primeira vez é algo indescritível. Normalmente, é algo que você domina depois de um tempo. Ele dominou essa arte no primeiro toque.
A boca era quente e os lábios, macios. A língua suave derretia com o calor da minha buceta. Não me lembro de ter sentido algo semelhante, mas era a melhor sensação do mundo. Nunca experientei um oral tão tranquilo, e tão delicioso. Ele realmente estava me provando, me saboreando. Me deixei levar.
Puxava o cabeço dele, eu urrava de prazer.
O tesão já havia dominado aquele quarto. Não éramos mais cliente e GP, e sim dois animais transando. Duas pessoas trêmulas, da cabeça aos pés, desejando ardentemente o gozo do outro. Tudo acontecia em câmera lenta: o toque das linguas, das mãos, as carícias, o suor que escorria pelas costas.
Parecia que nossos corpos iriam se fundir, de tão grudados. Experiência unica, posso dizer.
Deitamos na cama, abraçados. Por alguns instantes, não existe mais relação profissional ali. Nos despimos de qualquer rótulo. Éramos homem e mulher, nus, na mesma cama, entre abraços e beijos, com uma imensa fome pelo corpo do outro.
Quando volto para o oral, ele goza na minha boca. Nunca havia provado um leite tão saboroso na vida. Ele me abraça muito forte, com seu corpo trêmulo e suado.
Ficamos abraçados por um bom tempo. Passo a mão pela sua nuca, sinto o resquício de perfume que ainda sobrara. Não queria mais sair daquele lugar, mas eu precisava.
Pedi para ele ver quanto tempo estávamos juntos. Ele me informa: "03 horas"
Nunca perdi a hora com cliente NENHUM. Informo que eu iria cobrar pelo tempo total, ele não se importa. O dinheiro, pra ele, não era problema.
Tomei meu banho. Aquele homem se despede de mim naquela mesma porta que há 03 horas atrás me recebia, com um sorriso meigo e gentil. Passo pelo mesmo corredor, sem entender ainda o que havia acontecido. Era muita coisa ao mesmo tempo.
Entro no táxi, e toda vez que fecho meus olhos, me lembro dos olhos dele, me penetrando, perfurando a minha mente. Sinto um enorme desconforto, mas consigo chegar em casa e dormir, depois de algumas horas batendo cabeça.
No dia seguinte, pego o celular. Havia uma mensagem de boa noite dele.
Respondo com um bom dia e a quebra do primeiro protocolo de uma garota de programa: chamo ele para um encontro.
"Thais, ele não vai aceitar sair com você, cara... para de besteira!" - Eu penso comigo mesma. O pensamento é rompido com a seguinte mensagem: "Eu adoraria. Onde podemos nos ver?"
A partir daí, eu tive a certeza de que iria me perder.
E não iria querer mais voltar.
(... CONTINUA)

