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Esta pode ser uma obra de comédia da vida privada… alerto o leitor que a imaginação as vezes de...
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Esta pode ser uma obra de comédia da vida privada… alerto o leitor que a imaginação as vezes desenha realidades exageradas… não sei se foi o caso - mas na próxima semana irei conferir e trago o veredito final. Por enquanto POSITIVO.
Caros amigos, peço indulgência enquanto revelo esta lembrança que arde como brasa: se alguma vez já cruzaram aquelas fronteiras onde moral e desejo se confundem, saberão do que falo.
Foi na Rua Canning, breve artéria de Ipanema, herdeira do nome de um diplomata inglês e dos ecos libertinos que sobrevivem nas ruas sigilosas.
Na noite de 1.º de agosto, o coração apertado pela inadimplência do banco imperial e desenganos — e o corpo carente de afago — levou-me a um palacete de fachada sóbria, reverso clandestino de respeito. A taxa de silêncio paga, subi a escada em meia-luz, ouvindo tambores que marcavam o compasso do pecado dentro da boate.
Lá em cima, encontrei Tifany, feita de luz e sombra. O vestido de malha curto, colado como verniz, deixava livre um decote que descia em vertigem até quase beber o pulso do coração. Quando ela dançava, a barra curta se erguia, denunciando que prometiam firmeza e melodia. A pele, perfumada de jasmim, reluzia sob néon lilás; nas costas, o recorte em gota insinuava a coluna e convidava o olhar — e a imaginação — a descer mais. Nos saltos vertiginosos, seus passos pareciam desenhar faíscas no piso gasto.
Entre goles de bebida servida por réguas generosas, trocamos sorrisos e frases meio roucas e cada palavra valia como beijo ainda por vir.
Bastou meia hora de galanteios para que ela me tomasse pela mão, conduziu-me a um quarto envelhecido mas forrado de espelhos, onde a penumbra criava múltiplas versões do desejo. Trancou a porta com um estalo suave, tirou o vestido num deslize único, como seda precipitada. Por baixo, cintilavam alças de renda branca, cinta-liga e meias que abraçavam suas pernas alongadas; na junção entre coxa e nádega, a renda se perdia num relevo que a luz mal alcançava.
Aproximou-se até meu peito sentir o calor do corpo dela e sussurrou, voz de veludo: “Trouxeste o coração ou apenas o bolso?” Respondi retirando o roupão e o gesto foi pretexto: caímos com mãos, livres, explorando a pele, contornos e atalhos de prazer.
O ar estagnado tornou-se quente; cada respiração era vapor que se condensava em desejos. Ela pousou os lábios na minha clavícula, depois subiu à orelha, onde a língua deixou rastro úmido e elétrico; minhas mãos mapearam as curvas do dorso, afagando o vale da lombar até os quadris, sentindo a musculatura sob a renda.
Quando nossas bocas enfim se encontraram, a troca foi intensa, quase febril, e arrancou gemidos que eram notas do corpo de violão. Os corpos se aproximaram até não caber espaço de ar; seus dedos, ágeis, desfizeram carinhos sem pudores, guiando-me na dança salpicada de beijos e carícias rítmicas que dispensam cronologia.
A cama rangeu em protesto suave e entre suspiros, Tifany arqueou-se como arco tenso, convidando meu toque a percorrer-lhe o ventre, a curva dos seios, o interior dos braços, regiões onde o pulso bate mais ansioso. O calor que emanava de nós tornou-se uma onda única — suor salgado, perfume doce, a textura delicada da renda encontrando minha pele. O ritmo cresceu, alternando lentidão provocante e urgências súbitas, até que o quarto se encheu de pequenos estalos de respiração, palavras inacabadas, gemidos abafados pelo travesseiro e pelo riso ocasional que escapava quando a surpresa do prazer nos surpreendia por outro ângulo.
Por um instante, ergui o olhar: nos espelhos, havia múltiplos “nós” — reflexos de braços entrelaçados, costas arqueadas, cabelos espalhados como rio dourado sobre o peito. Ali percebi que, além da carne, buscávamos também a própria imagem, a confirmação de sermos ainda desejáveis, apesar das dívidas, das culpas e das horas tardias. E foi nesse diálogo sem voz que chegamos ao auge: contrações de músculos, arfadas quentes, o mundo reduzido a pulsação teimosa e ao ranger final da cama rendida.
Tifany foi uma surpresa no deserto, disse ser novata, apenas 1 semana na casa (acreditei - não me lembrava dela) jovem de vinte e poucos, altura média que alcançava de salto os 1,75, seios médios com silicones, auréolas rosadas, cintura fina, quadris impressionantes, sem qualquer tatuagem, seus olhos castanhos claros contrastavam com os cabelos claros, quase loiros, bem cuidados e a pele alva.
Ao fim, abriu o kit e realizou uma massagem das pernas aos braços que me deixou impressionado. Disse que já trabalhou com massagem Naru e me entregou seu número telefônico DDD:43.
Depois, o silêncio caiu macio sobre nós. A renda branca agora repousava na cabeceira como vela derretida; Tifany, com um sorriso de canto, apoiou a cabeça no meu ombro, e ficamos ouvindo a madrugada devolvendo serenidade à casa — lá longe, o som da boate cessara; talvez cansado, talvez saciado como nós.
Quando desci a escada e a brisa fresca tocou o suor da nuca, percebi o bolso mais leve, o espírito mais inquieto e o corpo deliciosamente fatigado. Há derrotas que são vitórias disfarçadas — e, se é verdade que homem gosta de bicho-de-pé porque coça sem matar, levo comigo essa coceira doce da lembrança, pronta a arder de novo cada vez que a Rua Canning me chamar pelo nome ou lembrar da Tifany.
Caros amigos, peço indulgência enquanto revelo esta lembrança que arde como brasa: se alguma vez já cruzaram aquelas fronteiras onde moral e desejo se confundem, saberão do que falo.
Foi na Rua Canning, breve artéria de Ipanema, herdeira do nome de um diplomata inglês e dos ecos libertinos que sobrevivem nas ruas sigilosas.
Na noite de 1.º de agosto, o coração apertado pela inadimplência do banco imperial e desenganos — e o corpo carente de afago — levou-me a um palacete de fachada sóbria, reverso clandestino de respeito. A taxa de silêncio paga, subi a escada em meia-luz, ouvindo tambores que marcavam o compasso do pecado dentro da boate.
Lá em cima, encontrei Tifany, feita de luz e sombra. O vestido de malha curto, colado como verniz, deixava livre um decote que descia em vertigem até quase beber o pulso do coração. Quando ela dançava, a barra curta se erguia, denunciando que prometiam firmeza e melodia. A pele, perfumada de jasmim, reluzia sob néon lilás; nas costas, o recorte em gota insinuava a coluna e convidava o olhar — e a imaginação — a descer mais. Nos saltos vertiginosos, seus passos pareciam desenhar faíscas no piso gasto.
Entre goles de bebida servida por réguas generosas, trocamos sorrisos e frases meio roucas e cada palavra valia como beijo ainda por vir.
Bastou meia hora de galanteios para que ela me tomasse pela mão, conduziu-me a um quarto envelhecido mas forrado de espelhos, onde a penumbra criava múltiplas versões do desejo. Trancou a porta com um estalo suave, tirou o vestido num deslize único, como seda precipitada. Por baixo, cintilavam alças de renda branca, cinta-liga e meias que abraçavam suas pernas alongadas; na junção entre coxa e nádega, a renda se perdia num relevo que a luz mal alcançava.
Aproximou-se até meu peito sentir o calor do corpo dela e sussurrou, voz de veludo: “Trouxeste o coração ou apenas o bolso?” Respondi retirando o roupão e o gesto foi pretexto: caímos com mãos, livres, explorando a pele, contornos e atalhos de prazer.
O ar estagnado tornou-se quente; cada respiração era vapor que se condensava em desejos. Ela pousou os lábios na minha clavícula, depois subiu à orelha, onde a língua deixou rastro úmido e elétrico; minhas mãos mapearam as curvas do dorso, afagando o vale da lombar até os quadris, sentindo a musculatura sob a renda.
Quando nossas bocas enfim se encontraram, a troca foi intensa, quase febril, e arrancou gemidos que eram notas do corpo de violão. Os corpos se aproximaram até não caber espaço de ar; seus dedos, ágeis, desfizeram carinhos sem pudores, guiando-me na dança salpicada de beijos e carícias rítmicas que dispensam cronologia.
A cama rangeu em protesto suave e entre suspiros, Tifany arqueou-se como arco tenso, convidando meu toque a percorrer-lhe o ventre, a curva dos seios, o interior dos braços, regiões onde o pulso bate mais ansioso. O calor que emanava de nós tornou-se uma onda única — suor salgado, perfume doce, a textura delicada da renda encontrando minha pele. O ritmo cresceu, alternando lentidão provocante e urgências súbitas, até que o quarto se encheu de pequenos estalos de respiração, palavras inacabadas, gemidos abafados pelo travesseiro e pelo riso ocasional que escapava quando a surpresa do prazer nos surpreendia por outro ângulo.
Por um instante, ergui o olhar: nos espelhos, havia múltiplos “nós” — reflexos de braços entrelaçados, costas arqueadas, cabelos espalhados como rio dourado sobre o peito. Ali percebi que, além da carne, buscávamos também a própria imagem, a confirmação de sermos ainda desejáveis, apesar das dívidas, das culpas e das horas tardias. E foi nesse diálogo sem voz que chegamos ao auge: contrações de músculos, arfadas quentes, o mundo reduzido a pulsação teimosa e ao ranger final da cama rendida.
Tifany foi uma surpresa no deserto, disse ser novata, apenas 1 semana na casa (acreditei - não me lembrava dela) jovem de vinte e poucos, altura média que alcançava de salto os 1,75, seios médios com silicones, auréolas rosadas, cintura fina, quadris impressionantes, sem qualquer tatuagem, seus olhos castanhos claros contrastavam com os cabelos claros, quase loiros, bem cuidados e a pele alva.
Ao fim, abriu o kit e realizou uma massagem das pernas aos braços que me deixou impressionado. Disse que já trabalhou com massagem Naru e me entregou seu número telefônico DDD:43.
Depois, o silêncio caiu macio sobre nós. A renda branca agora repousava na cabeceira como vela derretida; Tifany, com um sorriso de canto, apoiou a cabeça no meu ombro, e ficamos ouvindo a madrugada devolvendo serenidade à casa — lá longe, o som da boate cessara; talvez cansado, talvez saciado como nós.
Quando desci a escada e a brisa fresca tocou o suor da nuca, percebi o bolso mais leve, o espírito mais inquieto e o corpo deliciosamente fatigado. Há derrotas que são vitórias disfarçadas — e, se é verdade que homem gosta de bicho-de-pé porque coça sem matar, levo comigo essa coceira doce da lembrança, pronta a arder de novo cada vez que a Rua Canning me chamar pelo nome ou lembrar da Tifany.