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Quando se vive em lugar pequeno, especificamente no dito interior, o lúdico aflora acerca qualquer mitologia e transforma até mesmo uma pedra em instrumento de ação. Como no outro conto relatei, virei moça muito jovem. Meu primeiro sangue veio aos 10, minha virgindade aos 12 e foi tudo extremamente natural. Claro, vocês podem indagar que 12 anos ainda era eu uma criança e eu não discordaria disso em instancia nenhuma porem creio que algo programado, maquinado dentro de mim já funcionava e fluía. Eu realmente gostaria de fazer o que fiz e diferente ao que se espera, não fora algo perfeito, romântico. Na verdade fora bem monótono e meticuloso, o que me gerou certo tédio.
De qualquer forma, lá em São Thomé existem três histórias fundamentais: alienígenas, lobisomens e O Coveiro Pedro. Duas delas ninguém sabe se foram inventadas e alimentadas pelo coletivo. A outra é a dos alienígenas. Mas não é sobre eles que falarei agora.
Foi na semana santa, semana como essa que estamos agora passando, que conheci Pedro, o coveiro. O cemitério que São Thomé possui fica logo atrás da igreja da praça central, o “centro” da nossa cidade – que, por sinal é a quarta cidade mais alta do Brasil (1400 metros de altitude) – e que também faz parte de nossas rotas de passeio. Depois de um pequeno vendaval, decidi passear com uma de minhas “colegas” que podemos chamar de Karina. Nos encontramos na porta do pequeno local e começamos a andar, notando as folhas espalhadas de forma desarmoniosa pelo chão.
Como todo jovem daquela minha idade, começamos a fantasiar historias sobre aquele cemitério, de demônios a espíritos e notamos que havia algum tempo que ninguém morria. Sim, era fato. Nenhum enterro acontecia ali fazia tempos. Sabiamos disso pois todos se conhecem em São Thomé e velório vira quase que festividade pela quantidade de pessoas que se reúnem no local. Será que havia a morte abandonado nossa cidade? Ignorando a sentença, sentei-me numa das tumbas, agarrada com Karina e nos beijamos já que não podíamos fazer isso no meio dos outros. Karina começou a beijar meu pescoço, descendo suas mãos pelo meu tronco e indo até a barriga, aonde desabotoava minha blusa e ia subindo delicadamente até meus seios. Um calafrio me percorreu mas eu estava excitada. Gostava daquele toque, gostava daquelas mão e daquela doce filha da puta que era Karina. Marrenta, possuía uma mecha azul no cabelo, uma pele branca facilmente marcável e dona de lábios incrivelmente habilidosos que, nesse momento, já estavam em meus mamilos. Eu tremia e segurava nos cabelos dela, não sabendo se era realmente correto estar fazendo aquilo naquele lugar. Mas tesão quando bate é algo perigoso e arriscado de se querer negar.
Suas mãos iam descendo pro meu shorts e me tocando por cima do jeans apertado. Eu conseguia sentir minha boceta pedindo aqueles dedos e aquela boca. E Karina, que sorria e começava a tirar minha veste, também. Eu já estava com a calcinha mais que molhada, via meu shorts descendo pelas minhas pernas sendo arrancados por aquela vagabunda quando ouvimos uma gargalhada.
Alguém ria de algum canto daquele cemitério. Alguém que nos observava ria de algum canto.
Karina deu um salto e parou na hora. Procuramos com nossos olhares quem seria o filho da puta que estaria naquela hora, que já era quase noite, e naquele dia ali num canto tão afastado daquele cemitério. Um barulho de metal caindo, como se alguém largasse alguma ferramenta para cair no chão vinha da nossa direita. Karina correu pra saída desesperadamente e eu, tremendo, procurava meu shorts pelo chão. A silhueta de alguém finalmente aparecia diante da pouca luz que restava daquele fim de tarde. Era um homem abaixando para pegar algo no chão que me observava.
Já em posse de meu shorts, vestindo-o de forma espalhafatosa, já tinha eu aceitado a sentença de morte daquele local. Estupro era algo que não me vinha à cabeça porque São Thomé é pequeno demais pra arriscarem fazer isso. Um grito e essa pessoa estaria morta. O homem erguia uma pá e ficava me observando observá-lo. Ainda tremendo, eu rezava pra alguns deuses esperando que qualquer coisa me tirasse ou me acordasse daquele local. Nesse momento eu já sabia o que era, ou melhor, quem era. Pedro, O Coveiro.
Deixa-me partilhar algo com vocês: na mitologia Pedro não morreu, ascendeu aos céus mas por ironia do destino não ressuscitou no terceiro dia. Na verdade, ninguém sabia se ele realmente tinha morrido. O cara simplesmente sumiu, se desintegrou. Laiala, uma das donas de loja de artigos esotéricos lá do centro, afirmava ter visto Pedro e desfazendo no ar depois que o mesmo completou seus 30 anos. Ninguém, nem eu, teria coragem de contradizer essa mulher.
Ele se aproximou. Nenhum dos deuses que roguei apareceu pra me salvar e Pedro estava ali materializado em minha frente. Ele sorriu e se aproximou ainda mais, mostrando-me que ainda tinha humanidade no seu corpo de defunto. Seria Pedro um zumbi ou somente o novo Cristo desse Aeon?! Meu questionamento estava estampado em meu rosto e ele me esclareceu o que havia acontecido. Pedro não estava morto, não era o messias, também não era um zumbi. Somente havia viajado para Ouro Preto depois de uma forte tempestade que passou pela cidade que foi quando ele saiu correndo pra se salvar e d. Laiala estava correndo pra outro canto pra fazer o mesmo. Voltou havia menos de uma semana e já havia tido conhecimento dos boatos, principalmente quando entrou na igreja com meu padre gostoso e algumas pessoas o olharam incrédulas, fazendo o sinal da cruz.
Eu ri da situação mais por alivio do que pela graça. Até eu estava fazendo sinal da cruz alguns minutos atrás. Pedro me perguntou o que eu tinha com aquela menina que estava comigo e apontou minha blusa aberta com meus peitinhos juvenis aparecendo. Envergonhada, pedi pra que não me repreendesse mas que gostava de Karina e suas ‘habilidades bucais’. Ele assentiu, passando a mao por meu cabelo e deslizando seus dedos para fechar os botões de minha blusa.
Levantei-me e terminei de fecha-la, despedindo-me de meu novo amigo e me dirigindo para a porta do cemitério.
Não é uma das minhas melhores historias mas é algo que eu não esqueceria nem daqui a um longo tempo.
Principalmente sobre quando olhei pra trás e vi Pedro acenando e sumindo no ar.
De qualquer forma, lá em São Thomé existem três histórias fundamentais: alienígenas, lobisomens e O Coveiro Pedro. Duas delas ninguém sabe se foram inventadas e alimentadas pelo coletivo. A outra é a dos alienígenas. Mas não é sobre eles que falarei agora.
Foi na semana santa, semana como essa que estamos agora passando, que conheci Pedro, o coveiro. O cemitério que São Thomé possui fica logo atrás da igreja da praça central, o “centro” da nossa cidade – que, por sinal é a quarta cidade mais alta do Brasil (1400 metros de altitude) – e que também faz parte de nossas rotas de passeio. Depois de um pequeno vendaval, decidi passear com uma de minhas “colegas” que podemos chamar de Karina. Nos encontramos na porta do pequeno local e começamos a andar, notando as folhas espalhadas de forma desarmoniosa pelo chão.
Como todo jovem daquela minha idade, começamos a fantasiar historias sobre aquele cemitério, de demônios a espíritos e notamos que havia algum tempo que ninguém morria. Sim, era fato. Nenhum enterro acontecia ali fazia tempos. Sabiamos disso pois todos se conhecem em São Thomé e velório vira quase que festividade pela quantidade de pessoas que se reúnem no local. Será que havia a morte abandonado nossa cidade? Ignorando a sentença, sentei-me numa das tumbas, agarrada com Karina e nos beijamos já que não podíamos fazer isso no meio dos outros. Karina começou a beijar meu pescoço, descendo suas mãos pelo meu tronco e indo até a barriga, aonde desabotoava minha blusa e ia subindo delicadamente até meus seios. Um calafrio me percorreu mas eu estava excitada. Gostava daquele toque, gostava daquelas mão e daquela doce filha da puta que era Karina. Marrenta, possuía uma mecha azul no cabelo, uma pele branca facilmente marcável e dona de lábios incrivelmente habilidosos que, nesse momento, já estavam em meus mamilos. Eu tremia e segurava nos cabelos dela, não sabendo se era realmente correto estar fazendo aquilo naquele lugar. Mas tesão quando bate é algo perigoso e arriscado de se querer negar.
Suas mãos iam descendo pro meu shorts e me tocando por cima do jeans apertado. Eu conseguia sentir minha boceta pedindo aqueles dedos e aquela boca. E Karina, que sorria e começava a tirar minha veste, também. Eu já estava com a calcinha mais que molhada, via meu shorts descendo pelas minhas pernas sendo arrancados por aquela vagabunda quando ouvimos uma gargalhada.
Alguém ria de algum canto daquele cemitério. Alguém que nos observava ria de algum canto.
Karina deu um salto e parou na hora. Procuramos com nossos olhares quem seria o filho da puta que estaria naquela hora, que já era quase noite, e naquele dia ali num canto tão afastado daquele cemitério. Um barulho de metal caindo, como se alguém largasse alguma ferramenta para cair no chão vinha da nossa direita. Karina correu pra saída desesperadamente e eu, tremendo, procurava meu shorts pelo chão. A silhueta de alguém finalmente aparecia diante da pouca luz que restava daquele fim de tarde. Era um homem abaixando para pegar algo no chão que me observava.
Já em posse de meu shorts, vestindo-o de forma espalhafatosa, já tinha eu aceitado a sentença de morte daquele local. Estupro era algo que não me vinha à cabeça porque São Thomé é pequeno demais pra arriscarem fazer isso. Um grito e essa pessoa estaria morta. O homem erguia uma pá e ficava me observando observá-lo. Ainda tremendo, eu rezava pra alguns deuses esperando que qualquer coisa me tirasse ou me acordasse daquele local. Nesse momento eu já sabia o que era, ou melhor, quem era. Pedro, O Coveiro.
Deixa-me partilhar algo com vocês: na mitologia Pedro não morreu, ascendeu aos céus mas por ironia do destino não ressuscitou no terceiro dia. Na verdade, ninguém sabia se ele realmente tinha morrido. O cara simplesmente sumiu, se desintegrou. Laiala, uma das donas de loja de artigos esotéricos lá do centro, afirmava ter visto Pedro e desfazendo no ar depois que o mesmo completou seus 30 anos. Ninguém, nem eu, teria coragem de contradizer essa mulher.
Ele se aproximou. Nenhum dos deuses que roguei apareceu pra me salvar e Pedro estava ali materializado em minha frente. Ele sorriu e se aproximou ainda mais, mostrando-me que ainda tinha humanidade no seu corpo de defunto. Seria Pedro um zumbi ou somente o novo Cristo desse Aeon?! Meu questionamento estava estampado em meu rosto e ele me esclareceu o que havia acontecido. Pedro não estava morto, não era o messias, também não era um zumbi. Somente havia viajado para Ouro Preto depois de uma forte tempestade que passou pela cidade que foi quando ele saiu correndo pra se salvar e d. Laiala estava correndo pra outro canto pra fazer o mesmo. Voltou havia menos de uma semana e já havia tido conhecimento dos boatos, principalmente quando entrou na igreja com meu padre gostoso e algumas pessoas o olharam incrédulas, fazendo o sinal da cruz.
Eu ri da situação mais por alivio do que pela graça. Até eu estava fazendo sinal da cruz alguns minutos atrás. Pedro me perguntou o que eu tinha com aquela menina que estava comigo e apontou minha blusa aberta com meus peitinhos juvenis aparecendo. Envergonhada, pedi pra que não me repreendesse mas que gostava de Karina e suas ‘habilidades bucais’. Ele assentiu, passando a mao por meu cabelo e deslizando seus dedos para fechar os botões de minha blusa.
Levantei-me e terminei de fecha-la, despedindo-me de meu novo amigo e me dirigindo para a porta do cemitério.
Não é uma das minhas melhores historias mas é algo que eu não esqueceria nem daqui a um longo tempo.
Principalmente sobre quando olhei pra trás e vi Pedro acenando e sumindo no ar.





