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Ele a vê,
Ela ainda não sabe que ele existe.
Ele a olha, estuda suas curvas, analisa suas informações
Nesse momento, sua mente é bombardeada de fantasias
Ele a liga
Ela atende
As vozes, tímidas ao telefone, começam uma negociação que não condiz ao sentimento atual
Valores são impostos
A data e a hora, marcados
O processo é simples
Os dois estranhos vão se encontrar, pela primeira vez
Ela escolhe a roupa
Veste a lingerie
Ela o imagina
Questiona-se como deve ser seu rosto, seu corpo, sua forma de beijar
A ansiedade domina seu corpo
Ele inventa uma desculpa em casa
Sai ao encontro dela
Questiona-se como deve ser suas curvas, seu corpo, sua forma de beijar
Bota a mão na carteira
Reconta o pagamento
Chega a hora
Ele sobe ao quarto daquele velho lugar
Toma seu banho
Já sabe utilizar aquele chuveiro
A campainha toca
O coração, dispara
Ela está na porta
Os segundos que antecedem à chegada dele são ainda mais agoniantes
A chave do quarto quebra o silêncio
A porta se abre
Ela o olha
Ele finalmente a conhece
Ocorre um abraço como se já fosse velho
Um papo, como se já fosse conhecido
Banho, roupa, luz, filme
Um protocolo é seguido
Ele deita na cama
Ela sai do banheiro já com outra postura
Já não era mais desconhecida
Já não era mais a tímida ao telefone
Ela saía do banheiro já sabendo o que fazer
Como fazer
Onde fazer
Naquele momento, eles despiam-se se toda timidez, de tudo que é moral
Seus corpos se preenchem
Encontram-se
Alimentam-se
Soam o último urro de prazer
O momento passa
Os dois se pertenceram por algumas horas
O valor pelo momento é pago
O último beijo, concedido
Se despedem daquele momento efêmero
Ainda sentido no corpo dele
Ainda habitado na mente dela
A porta do quarto se fecha
Ele volta pra casa
Ela, segue para outro lugar
Aqueles dois
Que eram donos de si há alguns momentos
Agora voltam a ser meros desconhecidos
A gente precisa se apaixonar e desapaixonar
Tudo ao mesmo tempo
E depois me dizem que vida de programa é fácil...
Ela ainda não sabe que ele existe.
Ele a olha, estuda suas curvas, analisa suas informações
Nesse momento, sua mente é bombardeada de fantasias
Ele a liga
Ela atende
As vozes, tímidas ao telefone, começam uma negociação que não condiz ao sentimento atual
Valores são impostos
A data e a hora, marcados
O processo é simples
Os dois estranhos vão se encontrar, pela primeira vez
Ela escolhe a roupa
Veste a lingerie
Ela o imagina
Questiona-se como deve ser seu rosto, seu corpo, sua forma de beijar
A ansiedade domina seu corpo
Ele inventa uma desculpa em casa
Sai ao encontro dela
Questiona-se como deve ser suas curvas, seu corpo, sua forma de beijar
Bota a mão na carteira
Reconta o pagamento
Chega a hora
Ele sobe ao quarto daquele velho lugar
Toma seu banho
Já sabe utilizar aquele chuveiro
A campainha toca
O coração, dispara
Ela está na porta
Os segundos que antecedem à chegada dele são ainda mais agoniantes
A chave do quarto quebra o silêncio
A porta se abre
Ela o olha
Ele finalmente a conhece
Ocorre um abraço como se já fosse velho
Um papo, como se já fosse conhecido
Banho, roupa, luz, filme
Um protocolo é seguido
Ele deita na cama
Ela sai do banheiro já com outra postura
Já não era mais desconhecida
Já não era mais a tímida ao telefone
Ela saía do banheiro já sabendo o que fazer
Como fazer
Onde fazer
Naquele momento, eles despiam-se se toda timidez, de tudo que é moral
Seus corpos se preenchem
Encontram-se
Alimentam-se
Soam o último urro de prazer
O momento passa
Os dois se pertenceram por algumas horas
O valor pelo momento é pago
O último beijo, concedido
Se despedem daquele momento efêmero
Ainda sentido no corpo dele
Ainda habitado na mente dela
A porta do quarto se fecha
Ele volta pra casa
Ela, segue para outro lugar
Aqueles dois
Que eram donos de si há alguns momentos
Agora voltam a ser meros desconhecidos
A gente precisa se apaixonar e desapaixonar
Tudo ao mesmo tempo
E depois me dizem que vida de programa é fácil...





