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Sempre imaginei o apagar daquelas luzes como aquele ambiente mágico ocorreria, o que acontecia por detrás de todas as cortinas, sempre pensei que a mágica nunca fosse aquelas encenações baratas que enganava seres pequenos com olhos brilhantes.
Mistérius, era o nome daquele circo que se aproximava de minha cidade minúscula e como o tal, uma grande novidade comovia a todos de tal forma que não se falava de muitas coisas apenas neste novo fato o qual perturbava as águas tranquilas deste local, me encantava sempre a magia, e eu era atraído por esta, o brilho e o encanto, mas não do espetáculo. Estranhava não ocorrer àqueles severos treinos e ensaios, tudo muito tranquilo e raramente se via os artistas, e aquilo remoía minhas vísceras.
Resolvi comprar dois bilhetes, porém o meu era tão pequenino, negro com letras prateadas e refletia um espectro de cores com a luz do sol, era mágico, tão acostumado com aqueles tickets pálidos e sem graça este tinha algo diferente, e aquele local também.
O Dia
Um dia para o espetáculo, eles estariam este único dia, não mais, nem menos, nunca havia ouvido falar daquele circo, mas ele tinha algo diferente, me inspirava de tal forma, que mesmo que nunca havia escutado falar sobre o tal. A cidade estava mudando, paredes nuas estavam sendo cobertas com teias de aranha, morcegos sendo pendurados, aboboras vazias sendo caricaturas com seus sorrisos macabros e preenchidas com velas negras, brancas, sem distinção, estávamos prestes à noite halloween, crianças já estavam brincando na rua com suas fantasias, até mesmo os animais eram vestidos por seus “empaspalhados” donos, mais um motivo para mexer com minha curiosidade.
Esta noite se encerrava e iniciava a outra, ansiedade me tomava o pensar, o andar, e até mesmo o respirar, sabia eu que aquele dia iria me mudar ou eu iria mudar o dia.
Vesti qualquer coisa que em cabia ao corpo, não me importei com a estética, caminhei apressadamente para o tal circo com ela, as tendas enormes avermelhadas, porém tão acabadas e manchadas, entreguei meu ticket para uma magica, estranhamente ela sorriu e abaixou seu semblante, por um momento vi uma monstruosidade, pisquei algumas vezes e seu rosto estava novamente com sua alvura e graciosidade, será que aquele lugar haveria algo que incentivasse na minha alucinação?!
Adentrei por aquelas tendas que pareciam ser bem menores, eu interior era imenso e escuro, apenas uns spots de luz, porém nada muito claro, spots azuis, verdes e vermelhos, por vezes via alguns flashs, tal como a monstruosidade visualizada no semblante daquela magica, não era algo comum, a insanidade estava sussurrando aos meus ouvidos e minha alma gritava dentro de mim, corri tropeçando em algumas pessoas, pedia desculpas porém os tropeções eram inevitáveis e recorrentes devida tamanha angustia, porém os alienados permaneciam em suas posições como se não houvessem sido tocados, continuava meu trajeto, mas não estava atrás da saída, corria na direção “toilet” porém o corredor vazio me espantava e aquilo parecia um labirinto retilíneo sem fim, quanto mais rápido caminhava mais se afastava de mim, ao piscar estava de fronte com a pia e o espelho e mais um piscar enxergava a monstruosidade em mim. Gritei, o terror percorria todo meu ser e arrepiava cada pelo de meu corpo, lavava o meu rosto, o arranhava, puxava, tentava retirar tal maldita máscara, aquele não era eu! Então ao olhar era o meu rosto, com arranhões e sangrando, e começava a arder minha pele como se estivesse em chamas, jogava água desesperadamente e o limpava em minha blusa, estava como antes.
Angustiado, era como estava, medo era o que sentia, curiosidade a palavra que me define, voltei ao meu local, porém havia reparado, ao ir ao banheiro parecia um local vazio, sem sinal de pessoas para lá e para cá, arrumando-se para o início do espetáculo, então todas as luzes se apagavam e rapidamente os spots se direcionavam para o palco, palhaços faziam suas graças, mágicos deixava todos abobados, mas por vezes via no palco pequenas criaturas, será que era o único louco!?
Por um segundo, talvez uma hora, eu não sei, fechei meus olhos, e todos ao meu redor havia desaparecido e o meu bilhete estava em minhas mãos sujas, rubras e a escrita ainda estava molhada, era um vermelho carmesim, o último, era o que estava escrito e minhas mãos, não eram mais minhas e sim da monstruosidade que havia visto no banheiro.
Todas as noites de halloween passávamos em uma cidade, eu fui o ultimo para se iniciar um ciclo, éramos destinados a roubar uma vida como energia vital para todo aquele espetáculo, naquela noite eu perdi a minha humanidade e a minha irmã.
Mistérius, era o nome daquele circo que se aproximava de minha cidade minúscula e como o tal, uma grande novidade comovia a todos de tal forma que não se falava de muitas coisas apenas neste novo fato o qual perturbava as águas tranquilas deste local, me encantava sempre a magia, e eu era atraído por esta, o brilho e o encanto, mas não do espetáculo. Estranhava não ocorrer àqueles severos treinos e ensaios, tudo muito tranquilo e raramente se via os artistas, e aquilo remoía minhas vísceras.
Resolvi comprar dois bilhetes, porém o meu era tão pequenino, negro com letras prateadas e refletia um espectro de cores com a luz do sol, era mágico, tão acostumado com aqueles tickets pálidos e sem graça este tinha algo diferente, e aquele local também.
O Dia
Um dia para o espetáculo, eles estariam este único dia, não mais, nem menos, nunca havia ouvido falar daquele circo, mas ele tinha algo diferente, me inspirava de tal forma, que mesmo que nunca havia escutado falar sobre o tal. A cidade estava mudando, paredes nuas estavam sendo cobertas com teias de aranha, morcegos sendo pendurados, aboboras vazias sendo caricaturas com seus sorrisos macabros e preenchidas com velas negras, brancas, sem distinção, estávamos prestes à noite halloween, crianças já estavam brincando na rua com suas fantasias, até mesmo os animais eram vestidos por seus “empaspalhados” donos, mais um motivo para mexer com minha curiosidade.
Esta noite se encerrava e iniciava a outra, ansiedade me tomava o pensar, o andar, e até mesmo o respirar, sabia eu que aquele dia iria me mudar ou eu iria mudar o dia.
Vesti qualquer coisa que em cabia ao corpo, não me importei com a estética, caminhei apressadamente para o tal circo com ela, as tendas enormes avermelhadas, porém tão acabadas e manchadas, entreguei meu ticket para uma magica, estranhamente ela sorriu e abaixou seu semblante, por um momento vi uma monstruosidade, pisquei algumas vezes e seu rosto estava novamente com sua alvura e graciosidade, será que aquele lugar haveria algo que incentivasse na minha alucinação?!
Adentrei por aquelas tendas que pareciam ser bem menores, eu interior era imenso e escuro, apenas uns spots de luz, porém nada muito claro, spots azuis, verdes e vermelhos, por vezes via alguns flashs, tal como a monstruosidade visualizada no semblante daquela magica, não era algo comum, a insanidade estava sussurrando aos meus ouvidos e minha alma gritava dentro de mim, corri tropeçando em algumas pessoas, pedia desculpas porém os tropeções eram inevitáveis e recorrentes devida tamanha angustia, porém os alienados permaneciam em suas posições como se não houvessem sido tocados, continuava meu trajeto, mas não estava atrás da saída, corria na direção “toilet” porém o corredor vazio me espantava e aquilo parecia um labirinto retilíneo sem fim, quanto mais rápido caminhava mais se afastava de mim, ao piscar estava de fronte com a pia e o espelho e mais um piscar enxergava a monstruosidade em mim. Gritei, o terror percorria todo meu ser e arrepiava cada pelo de meu corpo, lavava o meu rosto, o arranhava, puxava, tentava retirar tal maldita máscara, aquele não era eu! Então ao olhar era o meu rosto, com arranhões e sangrando, e começava a arder minha pele como se estivesse em chamas, jogava água desesperadamente e o limpava em minha blusa, estava como antes.
Angustiado, era como estava, medo era o que sentia, curiosidade a palavra que me define, voltei ao meu local, porém havia reparado, ao ir ao banheiro parecia um local vazio, sem sinal de pessoas para lá e para cá, arrumando-se para o início do espetáculo, então todas as luzes se apagavam e rapidamente os spots se direcionavam para o palco, palhaços faziam suas graças, mágicos deixava todos abobados, mas por vezes via no palco pequenas criaturas, será que era o único louco!?
Por um segundo, talvez uma hora, eu não sei, fechei meus olhos, e todos ao meu redor havia desaparecido e o meu bilhete estava em minhas mãos sujas, rubras e a escrita ainda estava molhada, era um vermelho carmesim, o último, era o que estava escrito e minhas mãos, não eram mais minhas e sim da monstruosidade que havia visto no banheiro.
Todas as noites de halloween passávamos em uma cidade, eu fui o ultimo para se iniciar um ciclo, éramos destinados a roubar uma vida como energia vital para todo aquele espetáculo, naquela noite eu perdi a minha humanidade e a minha irmã.




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