Você precisa estar logado para poder ver o resto deste conteúdo
Ao subir as escadas daquela estação, olho para trás. Os nossos olhares se despedem daquele encontro, que já não sabemos se ocorrerá novamente. Era o fio da despedida, que se rompe no momento em que minha visão já não o alcança mais.
(...)
Terças sempre foram tediosas pra mim. Dias da semana que não dizem absolutamente nada. Preenchem espaço no calendário.
Menos aquela.
Naquela terça marcamos mais um encontro rotineiro, terapêutico para ambos. Atravesso a rua e avisto aquele homem com seu café, sentado naquela mesa, procurando sua companhia para o café da manhã.
"Não me esperou pra tomar café!" - pensei comigo, mas disse outra coisa pra chamar a sua atenção.
"Estava procurando você. No mapa, anunciava que você estava vindo ali por trás, viu?" - ele disse, apontando para minha localização atual do Whatsapp (ferramenta que agora eu sempre utilizo para que os clientes possam saber onde estou, sem ficar na ansiedade)
Cumprimentamo-nos. Acendemos um cigarro. Protocolo seguia normal.
Ele pede algo para comermos, enquanto seguia contando sobre sua vida.
Nossas conversas, de um modo geral, sempre foram um grande atrativo pra mim.
Não faço o estilo femme fatale. Nunca fiz. Sempre considerei conversar uma grande preliminar.
Conversar com ele é afrodisíaco, terapêutico. Embora ele não acredite em algumas coisas que eu diga, ainda sim prefiro afirmar que ele, sem dúvida, é um dos homens com quem tive mais afinidade.
Nosso café chega. Continuamos nosso "sexo verbal" naquela mesa de lanchonete.
Enquanto ele me conta sua vida, eu observo sua forma de fumar. Sempre me atraí fortemente por homens fumantes.
Não vemos o tempo passar. Nunca pensamos nisso.
Uma coisa boa dos nossos encontros é a imensa falta de pressa que temos um com o outro (perdoem a cacofonia). Não há pressa para nada. Não nos preocupamos.
Após o café, seguimos para o nosso cantinho. Parafraseando uma colega de trabalho, "nosso chamego".
Entra. Pega a chave. Seguimos para o elevador.
As portas se fecham e, como numa cena clássica de um filme conhecido, início um beijo. E foi aí que tudo começou.
Deitamos na cama. As roupas ficaram pelo caminho.
Ele me deitar de bruços e os beijos retornaram. Não consigo me lembrar se já demos um beijo assim nos encontros anteriores.
Ele me deita de bruços na cama, como se servisse a melhor refeição na mesa. Sempre muito carinhoso, muito cuidadoso. Sua língua desenha as curvas do meu corpo, com uma pressa inexistente.
Me viro. Olho seus olhos.
Nossos cabelos se entrelaçavam, junto com nossos lábios.
Sentia suas pernas atravessando as minhas. Estávamos caçando juntos o prazer do outro.
Os beijos não paravam. Ou pararam e não consigo lembrar de outro fato mais marcante. Eles continuaram. Voltaram. Retornaram. Persistiram. Fizeram morada naquele momento sem hora pra acabar.
Há muito tempo algo tão intenso não toma conta dos meus minutos assim. Era algo que sentia falta.
Os orgasmos vieram, envoltos de risos, mais beijos, delírios.
Das duas horas combinadas previamente, passaram-se 3 horas e meia. Era hora de ir embora.
Almoçamos juntos. Me sentia nas nuvens com ele durante todo aquele tempo. Depois disso, cada um foi para seu canto, meio sem querer se despedir, meio sem querer sair de perto.
E ao subir as escadas daquela estação, olho para trás. Os nossos olhares se despedem daquele encontro, que já não sabemos se ocorrerá novamente. Era o fio da despedida, que se rompe no momento em que minha visão já não o alcança mais.
Que o tempo esteja a nosso favor, meu anjo.
Que nossa conexão se duplique.
Se triplique.
Se eternize.
(...)
Terças sempre foram tediosas pra mim. Dias da semana que não dizem absolutamente nada. Preenchem espaço no calendário.
Menos aquela.
Naquela terça marcamos mais um encontro rotineiro, terapêutico para ambos. Atravesso a rua e avisto aquele homem com seu café, sentado naquela mesa, procurando sua companhia para o café da manhã.
"Não me esperou pra tomar café!" - pensei comigo, mas disse outra coisa pra chamar a sua atenção.
"Estava procurando você. No mapa, anunciava que você estava vindo ali por trás, viu?" - ele disse, apontando para minha localização atual do Whatsapp (ferramenta que agora eu sempre utilizo para que os clientes possam saber onde estou, sem ficar na ansiedade)
Cumprimentamo-nos. Acendemos um cigarro. Protocolo seguia normal.
Ele pede algo para comermos, enquanto seguia contando sobre sua vida.
Nossas conversas, de um modo geral, sempre foram um grande atrativo pra mim.
Não faço o estilo femme fatale. Nunca fiz. Sempre considerei conversar uma grande preliminar.
Conversar com ele é afrodisíaco, terapêutico. Embora ele não acredite em algumas coisas que eu diga, ainda sim prefiro afirmar que ele, sem dúvida, é um dos homens com quem tive mais afinidade.
Nosso café chega. Continuamos nosso "sexo verbal" naquela mesa de lanchonete.
Enquanto ele me conta sua vida, eu observo sua forma de fumar. Sempre me atraí fortemente por homens fumantes.
Não vemos o tempo passar. Nunca pensamos nisso.
Uma coisa boa dos nossos encontros é a imensa falta de pressa que temos um com o outro (perdoem a cacofonia). Não há pressa para nada. Não nos preocupamos.
Após o café, seguimos para o nosso cantinho. Parafraseando uma colega de trabalho, "nosso chamego".
Entra. Pega a chave. Seguimos para o elevador.
As portas se fecham e, como numa cena clássica de um filme conhecido, início um beijo. E foi aí que tudo começou.
Deitamos na cama. As roupas ficaram pelo caminho.
Ele me deitar de bruços e os beijos retornaram. Não consigo me lembrar se já demos um beijo assim nos encontros anteriores.
Ele me deita de bruços na cama, como se servisse a melhor refeição na mesa. Sempre muito carinhoso, muito cuidadoso. Sua língua desenha as curvas do meu corpo, com uma pressa inexistente.
Me viro. Olho seus olhos.
Nossos cabelos se entrelaçavam, junto com nossos lábios.
Sentia suas pernas atravessando as minhas. Estávamos caçando juntos o prazer do outro.
Os beijos não paravam. Ou pararam e não consigo lembrar de outro fato mais marcante. Eles continuaram. Voltaram. Retornaram. Persistiram. Fizeram morada naquele momento sem hora pra acabar.
Há muito tempo algo tão intenso não toma conta dos meus minutos assim. Era algo que sentia falta.
Os orgasmos vieram, envoltos de risos, mais beijos, delírios.
Das duas horas combinadas previamente, passaram-se 3 horas e meia. Era hora de ir embora.
Almoçamos juntos. Me sentia nas nuvens com ele durante todo aquele tempo. Depois disso, cada um foi para seu canto, meio sem querer se despedir, meio sem querer sair de perto.
E ao subir as escadas daquela estação, olho para trás. Os nossos olhares se despedem daquele encontro, que já não sabemos se ocorrerá novamente. Era o fio da despedida, que se rompe no momento em que minha visão já não o alcança mais.
Que o tempo esteja a nosso favor, meu anjo.
Que nossa conexão se duplique.
Se triplique.
Se eternize.








pena que a vida corrida e atribulada não lhe permite escrever mais, mas é sempre um deleite ler os seus textos
